Parece já ter passado uma eternidade. O tempo não parou, é verdade, continuou a correr desde que voltámos.
E junto com o habitual frenesim de emoção, também o medo de esquecer voltou.
É aquela sombra constante. Diria que me persegue, este pavor de não ser capaz de recordar.
Não quero esquecer! Caramba!
Hei-de sempre lembrar aquela luz tão particular. Hei-de sempre lembrar as semanas plenas de cor em que juntos pintámos o sonho em que vivemos.
Nem lá nem aqui a aventura me pareceu real.
Quero ainda assim recordar o mais ínfimo dos pormenores. Quero não deixar que nada, nem mesmo ninguém, se atravesse nesse caminho que foi nosso, no caminho por memórias hoje desenhado.
Enquanto não tenho fotos da nossa bela e surreal aventura por terras indígenas, aqui fica 1 música que me faz voar alto, para bem bem longe x))
"Comme si l'amour
Comment s’inventer Une charmante histoire A partir de rien, d’une vision brumeuse, d’un regard Incertain… Et que de certitudes Le c--ur vert fait siennes Quand il cherche A tout prix à croire à tous les contes de fée de l’enfance
Quand le corps voyage L’esprit navigue, tangue, Se noie, refait surface Comme un radeau perdu Dans un océan De vaporeuse écume
Elle s’approche de lui, lentement s’écarte, Se perd dans ses yeux, s’enivre de son doux parfum Qui l’étourdit Il perçoit son trouble, Se trouble à son tour, Se reprend, Lui sourit, Saisit sa main dans un élan irrépressible
Quand le c--ur s’emballe Les souffles se mêlent en une même respiration Comme si l’amour était une bulle d’oxygène Légère bulle de savon
Dans le brouillard de l’émotion Seules comptent nos folles impressions Ce souffle de vie qui s’échappe de nos lèvres impatientes Cette brise éphémère qui enhardit nos pensées en grisant Nos sens
Quand le corps voyage L’esprit navigue, tangue, Se noie, refait surface Comme un radeau perdu Dans un océan De vaporeuse écume
Quand le c--ur s’emballe Les souffles se mêlent en une même respiration Comme si l’amour était une bulle d’oxygène Légère bulle de savon"
written by hanane laraki composed by hanane laraki & laurent houdard Shine
"É a mãe, a irmã, a namorada. É o amor que nos cerca. É a palavra murmurada. É o fruto proibido de uma história inacabada. É o mundo a transformar-se na hora da sua entrada. É a carícia discreta, a sabedoria guardada no cofre das confidências por dentro da madrugada. É a voz no feminino a lembrar que o seu lugar mudou o nosso destino desde o dia em que nascemos, em tudo quanto aprendemos, mulher, mão, namorada, a transformar o mundo sem quase dar por nada, escrevendo as leis da mudança sem nunca deixar de ser fada."
José Jorge Letria - O Dia da Mulher
Photo: Prayer by FurtiveLungs
Amanhã partimos para um dia voltar x)) hahaha ok ok... não sera 1 dia tão longínquo assim xP Não faço ideia do que vamos encontrar. Espero que os índios sejam... índios. E que os bichos estejam todos no sítio (e que dali não saiam já agora). É pá... e 1 viva para a Etnografia pessoal, essa grande ciência nunca jamais dominada por nós xDD VIVAAAAAA!! Não fosse ela e a loucura do João, o Pantanal estaria longe longe ;)
Pá... Este filme é muito bom (e não parece!) xD e o fim é delicioso quando visto no grande ecran ;)
Aqui fica uma das músicas da banda sonora (Anyone else but you cuja versão original pertence aos Moldy Peaches), cantada pelas personagens Juno (Ellen Page) e Bleeker (Michael Cera) e respectivo clip:
"You're a part time lover and a full time friend The monkey on you're back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else But you
Here is the church and here is the steeple We sure are cute for two ugly people I don't see what anyone can see, in anyone else But you
We both have shiny happy fits of rage You want more fans, I want more stage I don't see what anyone can see, in anyone else But you
You are always trying to keep it real I'm in love with how you feel I don't see what anyone can see, in anyone else But you
I kiss you on the brain in the shadow of a train I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side I don't see what anyone can see, in anyone else But you
The pebbles forgive me, the trees forgive me So why can't, you forgive me? I don't see what anyone can see, in anyone else But you
Du du du du du du dudu Du du du du du du dudu Du du du du du du dudu du
I don't see what anyone can see, in anyone else But you"
É chegado o momento de me colocar a questão: maturidade ou cepticismo?
Um dia voltarei a acreditar, é certo. x) Por agora sigo na descrença, sabendo que apenas em mim encontrarei o caminho. Serei, um dia, crente outra vez.
Ai esta voz. John Legend, ladies and gentlemen: covering Lauryn Hill's Miseducation. Chocolate e eu derretemos feito mel, bem lentamente escorrendo, desenhamos a mesma imagem. Somos um só. x) Há vozes quentes e açucaradas que fazem sentir assim.