domingo, 2 de março de 2008

It's true. We do live in a beautiful world ;)

Ainda em busca de mim, sigo hoje menos ingénua e mais feliz.

Sinto-me completa, a alma repleta de cor, de ti, de tudo quão intenso há em ti.


Fantasmas exorcisados, traço o caminho a seguir.

E porque hoje tudo ficou claro, descubro, sei, daqui não quero sair.


Beautiful World
by Coldplay (Parachutes)



E vamos para a AMAZÓNIAAAAAAAAA!!! Toda eu sou 1 rejubilo só meus amores ;DD Bora fazer as malas ;)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

E se o pássaro não quiser voar?

E se o pássaro tem asas e diz que não quer voar?
E se um dia ele voa e cai?
E se ele cai e não se levanta?

Não se quer levantar outra vez,
porque cair foi a rotina.
Voar foi a utopia,
que fingiu que não queria.

Não se quer levantar outra vez,
porque do chão já não desce mais,
pensa. No chão definha
e é a si, só a si que castiga.

E se um dia mais tarde ele se quer levantar e o Sol fugiu?

Porque o Sol jã não brilha,
abandona-se ao frio.
E sem a luz como guia,
sente-se, vê-se infeliz.

Mas então e o Sol? Cremos mesmo que sumiu?
E se ele estava lá e o pássaro é que não o viu?

mI


Photo: Nothing is like before by Tazmo

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Juno

Pá... Este filme é muito bom (e não parece!) xD e o fim é delicioso quando visto no grande ecran ;)

Aqui fica uma das músicas da banda sonora (Anyone else but you cuja versão original pertence aos Moldy Peaches), cantada pelas personagens Juno (Ellen Page) e Bleeker (Michael Cera) e respectivo clip:

"You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend

I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, I want more stage
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du

I don't see what anyone can see, in anyone else
But you"

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

John Legend

Deixei de acreditar.

É chegado o momento de me colocar a questão: maturidade ou cepticismo?

Um dia voltarei a acreditar, é certo. x) Por agora sigo na descrença, sabendo que apenas em mim encontrarei o caminho. Serei, um dia, crente outra vez.




Ai esta voz. John Legend, ladies and gentlemen: covering Lauryn Hill's Miseducation.
Chocolate e eu derretemos feito mel, bem lentamente escorrendo, desenhamos a mesma imagem. Somos um só. x)
Há vozes quentes e açucaradas que fazem sentir assim.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Recuerdos

Não é natural em mim postar 1 música deste género, como sei que concordarão. No entanto, pelas memórias boas e más que trás, achei que já não era sem tempo.

Algures na transição 9º/10º, em viagens que fiz pelo Leixões ou pela escola, esta música esteve sempre lá.
O meu primeiro cd gravado (!), os corações insistentemente partidos, as amizades fortalecidas, o sentimento de revolta e de injustiça constantes, a timidez que era taaaanta, o desenquadramento em que me sentia (e sinto), até a preocupação com o aquecimento global que, parecendo deslocada me chegou a tirar noites de sono! lol 1 apelo... professores do Mundo, também não é preciso martirizar as criancinhas! já percebemos que reciclar é bom e que a água é 1 recurso finito.
Voltando ao assunto, esta música esteve sempre lá, em tudo.

Como tenho memória de velhotinha, aprendi necessariamente a recorrer a meios extra-a-minha-cabeça-de-amendoim para recordar o que vivi. Esta música lembra-me tanto que estou a ponderar tomar notas antes de me esquecer outra vez.

Ah e sim, claro, também eu passei por 1 fase de hiphop. Get over it.

MDG - Dedicatória

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O Luto somos nós

Apraz-me hoje falar de lutos. Está um dia bonito, um dia de sol. O luto é naturalmente a primeira coisa que vem à cabeça.

Fosse o tema tratado com a leviandade com que corre nas bocas do mundo, a afirmação acima seria um tanto ou quanto piadética.



O luto.

Falo de lutos pessoais, não de lutos impostos e vividos em sociedade. De outros lutos tamanhos, que doem tremendamente de tão próximos e que só fazem sentido por serem única e exclusivamente nossos.

Todos já passámos por isso. Já todos perecemos por alguém e já todos em silêncio escondido sofremos por nós mesmos.

Amargurar por alguém ou por algo que já não é, custa, é mau e dói quanto baste, mas é quase a regra, faz aprender e um dia no fim faz crescer e até voar x).

O tema do luto pelo outro já deu o que tinha a dar. Já toda a gente ouviu falar e não tem interesse porque já não faz sequer pensar.

Ora... O sofrimento que parte de nós e em nós se fica, que nos tortura incansavelmente o espírito, esse sim!, pouco falado, quase que oprimido, desperta a curiosidade e faz matutar.

Quando sofremos por nós, pelo romance fantasiado em que nos tinhamos, por quem éramos e um dia percebemos que deixámos de ser, é preciso aprender que, não digo todos os dias, mais aí de semana e semana, evoluímos e crescemos.

O que há uma semana tínhamos como verdade tão certa e segura, começa hoje a ceder para na próxima se tornar certeza numa outrora mentira.

É verdade, não deixa de ser chocante, eu sei. Mas continua a ser verdade que crescemos e que os pequenos grandes lutos que fazemos dentro de nós são uma mais valia tanto para o auto-conhecimento como para a atitude com que nos enfrentamos e ao Mundo.

Porque não somos 1 poço de virtude, não somos santos e por vezes não sabemos sequer se somos "filhos de Deus", pensar o mal pode doer.
Hoje acreditar menos na bondade, perder uma pequena parte da inocência com que ao mundo viemos e crer também que o mal existe e anda nas ruas à espreita, faz parte desse luto de que falo. Do que é nosso e só a nós pertence.

Perceber um dia que afinal não somos o super-Homem, que também nós erramos, não detemos verdades absolutas e não somos capazes de fazer tudo ao mesmo tempo com uma ou duas pernas às costa e a planar, nem de salvar toda a gente.

Temos limites, é verdade, é chocante, eu sei. Mas temos.

É aqui que o luto entra, o reconhecimento de que os demónios pessoais existem e não vão desaparecer por evitarmos pensar neles. Crescer é inevitável e lidar connosco mesmos e com as humanas fragilidades que tanto nos definem, é, além de necessário, saudavel e bastante recomendável.

Depois disto, depois de crescermos mais um dia, apreciar um Sol como o de hoje torna-se especial. Sendo o Sol para todos e não pertencendo ainda assim a ninguém, olhá-lo hoje tem sabor a Conquista.
Aceitando mais hoje aquilo em que aos poucos nos tornamos (não somos todos uns diabos! não levemos isto ao extremo) e aprendendo a apreciarmo-nos comos somos, sem attachments de qualquer espécie, é como se deve olhar, na minha opinião, o Sol.




mI

1st photo: "Vorrei" by Smokedval
2nd photo: "Imaginary Hero" by EvilxElf
3rd photo: "O Dear What Have I Done?" by Tracie
4th photo: "Speak Your Mind" by Tracie

domingo, 13 de janeiro de 2008

Björk

Björk & Talvin Singh
Big time sensuality



WOW


Björk & Sigur rós
Saeglopur



double WOOW O_O